Quando pensamos em mover um músculo, um número imenso de cargas elétricas se desloca pela extensa rede de fibras nervosas de nosso organismo. Essas fibras são os dendritos e os axônios que ligam os corpos celulares dos neurônios uns aos outros e às células sensoriais, musculares e glandulares.
O interior e o exterior dessas células são compostos de água e íons de sódio e potássio, ou seja, cargas elétricas positivas. Numa célula em repouso, ocorre maior acumulo dessas cargas na parte externa da membrana graças a um mecanismo, conhecido como bomba de sódio e potássio, que constantemente leva íons de sódio para fora da célula e de potássio para dentro dela. Quando o neurônio recebe um estimulo ocorre a despolarização da membrana. Os íons de sódio, mais concentrados do lado de fora, penetram o interior da célula, fazendo com que o potencial da membrana passe de -70mV para +35mV. Em seguida a região despolarizada se repolariza, os íons de potássio saem da célula e potencial da membrana volta ao valor de -70mV. A despolarização se transmite à região vizinha, e assim por diante, formando uma onda. É o impulso nervoso que se propaga pelas membranas até o seu destino - no caso, as fibras musculares.